quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Bom Dia!

"Não gosto de olhos me olhando quando não são a janela de uma alma".

[William Robson]



  Quando olho nos olhos de uma pessoa é como se mergulhasse em um Universo paralelo, uma vida até certo ponto semelhante a minha, mas com outros personagens, outros nomes, outras atitudes.
  Estar próximo de outra pessoa é estar perto de outro irmãozinho, um mundo de sonhos, frustrações, sucessos, duvidas, esperanças, crenças...
  Assim como me habituei a fazer o mesmo caminho indo para o trabalho e por vezes me engano iniciando o mesmo caminho quando estou indo par outro lugar, assim são com os olhos.
 Dependendo da foto, dependendo da imagem aqueles olhos ficam me olhando, atraem meu olhar, mas ali não existe vida, não existe um mundo, só existe um vazio, é como olhar para os olhos de um animal morto é igualmente incomodo.
  Cair no poço de um elevador, pular em uma piscina sem água, abrir uma porta e saltar no nada.
  Pessoas com problemas mentais crônicos ou passageiros [psicóticos ou drogados] também são um grande incomodo. 


  Não sei o que é pior olhar pela janela e ver só o vazio ou entrar pela janela e observar o caos, uma incrível bagunça mental.


  Enquanto eu escrevia este texto uma moça muito simpática me presenteou um livro.
"Ainda existe esperança" autor Enrique Chaij.  

  O livro fala da solução para todos os problemas da vida e tudo se resume em amar Jesus.
  Uma das promessas é que seguindo Jesus seu vazio espiritual terá fim.
  Eu não conheço o Enrique nunca olhei em seus olhos, mas todos os olhares que já vi enxerguei  o vazio, o que estatisticamente me faz duvidar da possibilidade de uma crença ou ideologia nos tornar seres plenos.


 
Sei que você dirá que o vazio esta em mim, este é um fato que não tenho como negar.


  Mas Filosoficamente penso que não ter vazio é não sentir falta de nada, estar plenamente satisfeito com tudo que tem em todos os momentos e não desejar absolutamente mais nada, é alguém que encontrou a FELICIDADE.
  Sei que você vai dizer que eu não sou feliz e mais uma vez posso estar transferindo um sentimento que é só meu para todas as outras pessoas e mais uma vez é uma possibilidade, não tenho como discordar.
  Meu desafio a você vai caminhar então nesta direção.
  Alguém sem vazio é uma pessoa plenamente feliz, se você conhece uma pessoa assim por favor me apresente.
  Jesus ficou insatisfeito com a pouca Fé dos homens, ficou irado com o comércio no templo, não ficou satisfeito com a presença de demônios e os expulsou, pediu para seu Pai em
Getsêmani que se possível o sacrifício fosse evitado.
  Bom, se nem Jesus foi Feliz aqui na Terra então podemos dizer que em sua forma humana ele teve um grande vazio.
  A simpática moça que me deu o livro vive pelo menos estas duas ilusões:


1 - Que aqui na Terra tem alguma solução para o vazio existencial que sentimos. 


2 - Acredita que segue Jesus, mas segue o Enrique Chij.


  Ah! Sim, olhei brevemente nos olhos daquela moça, tinha um mundo maravilhoso com esposo, filho pequeno, bom carro e em sua alma...O VAZIO!
  Mas não liguem, são só tolices, talvez tenha enxergado em seus olhos o reflexo de minha alma. Eu e Jesus temos em comum esta vida terrena atormentada, entre Jesus e Enrique eu evidentemente fico com Jesus, pois me apresenta uma realidade mais observável.
  Li por cima o livro e o que senti não foi paz, foi tédio.
  Puxando pela minha fraca memória tudo que sei sobre Jesus pensei que ele diria para que não usassem seu santo nome em vão, mas o que ouvi foi mais interessante:

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  Marcos 9: 
38 Disse-lhe João: Mestre, vimos um homem que em teu nome expulsava demônios, e nós lho proibimos, porque não nos seguia.
39 Jesus, porém, respondeu: Não lho proibais; porque ninguém há que faça milagre em meu nome e possa logo depois falar mal de mim;
40 Pois quem não é contra nós, é por nós.

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  Então ficamos assim, bom dia para você, para o Enrique e um feliz dia para o Senhor Jesus...

  Amém?








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