quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Conhecido Desconhecido

“As vivências terríveis fazem-nos pensar se o seu protagonista não é, ele próprio, algo de terrível.” 
  [Nietzsche]

Não somos todos iguais em nossas capacidades.

 Há terrenos (situações) muito áridos em que mesmo uma boa semente encontra várias limitações.

  Cérebros são como computadores, alguns são sofisticados com grande capacidade de cálculos e projeções outros nem tanto.
  Podemos melhorar o desempenho do cérebro que temos, mas se você não nasceu um Einstein... você não nasceu um Einstein.
  Não adianta acreditar que com dedicação e força de vontade vai virar um gênio.
  É igual ser um bom corredor de maratona, se você não tiver uma boa genética para esse esporte com muito treino pode ser um bom corredor, mas ser um campeão olímpico é muito difícil.
  Você pode chegar ao limite do seu corpo, mas o limite que o corpo do seu concorrente consegue chegar é maior.
▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬
  Sabem quem morreu?

  Um “conhecido desconhecido” [nunca soube seu nome].
  Aquelas pessoas que você conheceu de vista quando criança sem ter acontecido um contato mais próximo como amizade, era aquele contato só de cumprimentar.
  Morava no Bairro São Bernardo um garoto com problemas mentais.
  No começo tínhamos medo dele ainda mais quando cresceu e se tornou um adolescente alto e forte, mas se mostrou inofensivo.
  Ele era mais de falar, mexer com as pessoas.
  A primeira lembrança marcante que tenho dele é que começou gratuitamente a me chamar de “bicha”.
  Era o cara me ver e já ia perguntando: “Onde vai bichinha?”
  Eu não dava atenção aí ele gritava: “Vem aqui viadinho!”
  Caraca! Aquilo já estava virando um incomodo.
  Na minha fase de manequim as pessoas comentavam que eu era gay, mas eu nunca me importei, acontece que o cara ficava gritando no meio da rua.

“Vai passear viadinho?”.

  Apesar de sua deficiência mental não teve jeito um dia corri atrás dele disposto a alguma violência se preciso fosse.
  O cara corria pra caramba! Parecia o Forrest Gump...HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAAH!
  Não consegui alcança-lo, mas pelo menos ele parou de ficar gritando comigo.
  Os anos foram passando, a partir da “correria” ele me cumprimentava respeitosamente.
  Torcedor da Ponte Preta ele sempre comentava sobre o último jogo.
  Eu me limitava a concordar com ele.

  “A Ponte jogou bem ontem.”
  - É, foi muito bem.
 
  “Que jogo feio, mereceu perder.”
  - Fica para próxima.

  Ele ganhava algum dinheiro limpando caixas de gordura e tirando entulhos de quintais era o que sua limitação mental o permitia fazer.
  Imagino que ele achava bonito amigos tomando cerveja porque pegou a mania de ficar com uma garrafa de cerveja na mão oferecendo um gole a quem passasse.

  Hoje escrevendo me parece que ele queria “plantar amigos”, mas quantos querem ser amigo de deficiente mental?
  O máximo que conseguia colher era ser conhecido ...

  Sua família mudou do São Bernardo, mas ele não conseguia se desligar do Bairro, estava sempre por lá.
  Na feira livre de Domingo atuava como flanelinha.
  Na eleição do primeiro turno eu e minha esposa passamos na feira para comprar pastéis, minha esposa ficou no carro, era rápido, não pretendia ficar estacionado, o conhecido desconhecido pediu dinheiro para uma cervejinha... foi a última vez que o vimos.

  Uma outra mania que desenvolveu quando mudou de bairro foi fazer o caminho a pé entre os bairros, com um detalhe, ele gostava de andar no meio do estreito corredor exclusivo para ônibus da Avenida Amoreiras.
  Não tinha jeito de evitar que fizesse isso, acredito que não tem motorista de ônibus em Campinas que não tenha conhecido o desconhecido.
  Ele morreu atropelado por um ônibus.
▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬
  Meu cérebro não é grande coisa, minha memória deixa a desejar, no entanto reconheço que minha qualidade de vida foi conquistada com minha capacidade de pensar, uma capacidade negada desde o nascimento ao conhecido desconhecido.

  Colhemos o que plantamos?

  Sei lá! Há tantas coisas que nem temos capacidade de plantar.
  No texto “Beira do Abismo” vimos que tantas pessoas colhem coisas boas que nunca plantaram, tiveram a sorte de ter pais ajuizados.

  Quem plantou a deficiência mental no conhecido desconhecido?

  Obra do Acaso, vontade de Deus, karma resgatado? O protagonista não é ele próprio algo de terrível?

  Sabem quem morreu?
  Já não importa mais, simplesmente façamos um minuto de silêncio mental em respeito a esses protagonistas de uma vivência tão limitada...
  Conhecido desconhecido DESCANSE EM PAZ!

  De todas as acusações a Filosofia o declara INOCENTE!





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terça-feira, 30 de outubro de 2012

Falta de Evidências

  “As vivências terríveis fazem-nos pensar se o seu protagonista não é, ele próprio, algo de terrível.” 
  [Nietzsche]

  Uma das regras básicas da vida “segundo” os livros de autoajuda é:

“Colhemos o que plantamos.”

  Sem dúvida isso acontece muito, mas não é tão abrangente quanto dizem que é.
  Já escrevi bastante sobre essas pessoas que pensam que podem tudo, basta esforço, fé e dedicação e tudo é possível.
  Se plantarem ser diretores da empresa, serão diretores da empresa.
  Se plantarem serem ricos e famosos, serão ricos e famosos.
  Enfim, para essas pessoas a vida é uma terra extremamente generosa e fértil que em se plantando tudo dá.
  Vamos andar algumas casas depois da virgula sobre a inspiração da provocação de Niet.
▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬
  Qualquer Filosofo medíocre observa que nem tudo que plantamos colhemos.

  Por vezes colhemos muitos dissabores repassamos todos nossos passos e não identificamos exatamente onde erramos.

  A garota foi super legal com seu namorado, fiel, carinhosa, companheira e mesmo assim ele se interessou por outra e acabou o namoro.
  A garota plantou amor e colheu um coração partido.

  Um religioso ou leitor de livro de autoajuda quando observa isso para de pensar para não colocar em xeque a frase “colhemos o que plantamos”.
   Alguns se consolam com as frases:
   “Deus sabe o que faz.” 
   “Deus está preparando um homem melhor para você”.

  Outros religiosos como Hinduístas e Kardecistas consideram esse “consolo/resposta” insatisfatório e dessa insatisfação temos as religiões reencarnacionistas.
  Com histórias mirabolescas de um passado imaginado “deduzem” que a vida da garota tinha que cruzar com a do rapaz, mas eles não poderiam viver juntos.
  Quem nunca leu um romance espirita, ou assistiu filme e novela com esse tipo de enredo?
▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬
    Se uma criança nasce surda de certo ela não plantou essa situação se Deus é justo e bom não faria uma criança nascer doente ou com deficiência.

  Acontece que a realidade não dá a mínima para nossas conjecturas Teológicas se a criança não ouve não aprenderá a falar outra situação que ela não plantou.

  “Ah! Ela está pagando por algum pecado de seus pais.”
  “Ah! Em outra vida ela não fez bom uso da audição e está sendo punida”.
  “Ah! Em outra encarnação ela provocou surdez em alguém e agora está resgatando”.

  Percebem?
  Uma vivência só pode ser terrível em consequência de uma ação nossa se não nessa vida em outra vida, se não por nossos pecados por pecados de nosso pais ou avós, ou simplesmente é a vontade de Deus ou Alá.
  Flutuamos, flutuamos e voltamos a mesma resposta insatisfatória.

  Para quem não acredita em reencarnação:
  Não dá realmente para justificar porque um Deus “justo e bom” permite que uma criança nasça doente ou deficiente.

  Para quem acredita em reencarnação:
  Não temos como confirmar o mal que a criança fez em outra vida e deduzir que ela merece a dificuldade que está tendo como um tipo de resgate.
  Se for assim não devemos tratar nenhuma doença porque estaríamos atrapalhando o resgate espiritual da pessoa.
  Um transplante de olhos, por exemplo, seria ir contra a vontade de Deus.
  Fica até uma situação incomoda.
  Olhamos para uma criança com deficiência e nosso primeiro pensamento é: “Você merece tudo de ruim que está vivendo!”
▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬
  Um colega disse que eu “detono” frases só para ser do contra, só para chamar atenção.
  Pelo visto ele não lê muito o Blog, eu não detono todas as frases feitas apenas as analiso com ISENÇÃO já falei de muitas as quais concordo, aqui vai mais uma:

  “Todo mundo é inocente até que seja provada sua culpa”.

  Toda criança é inocente, ninguém merece nascer doente, fico satisfeito que muitos humanos pensem assim e não se conformem com as doenças, sempre busquem a cura.
  A vontade de Deus não é prova de culpa da criança, o resgate de outra vida não é prova de culpa da criança.
  NÃO RECONHEÇO ESSAS “EVIDÊNCIAS”.

  To be continued...


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segunda-feira, 29 de outubro de 2012

A Razão me Disse

  “Toda a instituição passa por três estágios - utilidade, privilégio, e abuso.” 
  [François René]

  Se a instituição é necessária tem que ser constituída.

  Não sou radicalmente contra privilégios desde que sejam justificados.
  O pior nas instituições são os abusos é quanto a eles que devemos ficar atentos.
  Vou falar de Condomínios e vocês ampliem para Município, Estado, País e até empresas das mais diversas atividades.

  NECESSIDADE
  Quando você mora em edifício se organizar em Condomínio é uma necessidade.
  As áreas em comum devem ter uma regulamentação de uso, até as atividades dentro do apartamento devem ter um acordo coletivo senão vira o caos.

  Não adianta ficar contando só com o bom senso das pessoas porque simplesmente há pessoas que não tem bom senso.

  Por exemplo, um musico deve procurar um lugar apropriado para seus treinamentos, não é civilizado submeter o vizinho a horas de som de guitarra, bateria, violão, piano ou qualquer outro instrumento.
  Em último caso, sem outra opção, o indivíduo deve ter o bom senso de separar um quarto em seu apartamento com forro acústico de alta qualidade e respeitar os horários de toque de silêncio.
  O piano é um instrumento com som muito bonito, mas imagine o cara treinar 5 horas por dia justo no momento que você está em casa ou de madrugada na hora de dormir.
  Imagine seu vizinho fazer trabalhos de marcenaria.
  Enfim, geralmente é proibido atividades comerciais ou industriais dentro de prédios residenciais para evitar esse tipo transtorno, há essa necessidade para que o prazer de um não seja o inferno do outro, afinal ele também tem direito ao “aconchego” no lar.

  PRIVILÉGIO
  O sindico pode ter o privilégio de não pagar o Condômino, se a dedicação for muita pode até ganhar salário por isso.
  Deficientes físicos podem ter vaga na garagem que lhes facilite o acesso.

  ABUSOS
  O sindico não pode assumir dívidas em nome do Condomínio sem ampla consulta.
  Se é uma vaga na garagem por apartamento as vagas de emergência ou descarga não podem ser usadas como estacionamento rotineiro do segundo carro de ninguém.
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  O grande problema começa quando as pessoas confundem o Condomínio com a figura do Sindico ou Zelador, assim como confundem o Município com a figura do Prefeito ou Vereador.

  Condomínio é uma associação feita entre todos os moradores do prédio.

  Município é uma associação feita entre todos os moradores da Cidade.

  Quando meu apartamento foi roubado muita gente disse que eu deveria processar o Condomínio.
  Eu não entendi, mas como raramente entendo o que as pessoas dizem preferi ficar quieto.
  O interessante é que quando minha esposa foi fazer o B.O ouviu a mesma recomendação na delegacia!
  Processar o Condomínio!
  E porque não o Estado?
  Afinal a segurança pública é uma tarefa do Estado, o Condomínio está dentro de um Estado e esse me cobra impostos.
  Pela lógica de muitos cidadãos eu processo o Condomínio e esse processa o Estado...

  Claro que “instintivamente” eu gostaria de reaver meus bens, pegar o ladrão e aplicar-lhe uma boa punição.
  Se não consigo dar vazão a esse primeiro instinto vou para segunda opção que é responsabilizar alguém pelo prejuízo e buscar uma indenização.

  Não que haja algo de errado com esses dois instintos, se a situação permite que eles tomem forma é isso que devemos fazer, orientar nossos instintos com o máximo de eficiência.
  Quando um cachorro o ataca, seu instinto manda correr e se proteger e muitas vezes é realmente o melhor a fazer, se você perder muito tempo pensando pode ser tarde demais.
  Quando você é roubado seu primeiro instinto é não querer ficar no prejuízo, de “qualquer forma” quer seu bem de volta.
  Bem, no meu caso reaver os bens é muito difícil e pegar o ladrão também uma vez que nem sei quem foi.
  Vamos nos concentrar no pedido de indenização e ver sua RACIONALIDADE, temos tempo para pensar... o roubo já aconteceu mesmo e o tempo não voltará para trás.
▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬
  A Razão me disse para reforçar a segurança dentro do apartamento e avisar o maior número de vizinhos possível para que fiquem atentos, meus companheiros de Condomínio/Sociedade.

  O Raciocínio é bem fácil para quem não se deixa dominar pelo INSTINTO.
 
  Eu faço parte do Condomínio, como posso processar eu mesmo!?

  Oras, se eu buscar na justiça esse direito e ele me for concedido todos os outros condôminos terão o mesmo direito.
  Imaginem, em um apartamento distante é roubado produtos no valor de 20 mil reais, eu terei que arcar com o prejuízo na parcela que me cabe.
  Não é o Sindico ou Zelador que irão pagar ELES NÃO SÃO O CONDOMÍNIO.
  Essa lógica entra em sua mente?
  Isso pode ficar ainda pior, um vizinho de má índole simula um roubo de 100 mil...

  “O Bem não conhece o Mal, mas tenham certeza que o Mal conhece o Bem e está sempre à espreita para tirar vantagem desse conhecimento.” [William Robson]

 “Toda a instituição passa por três estágios - utilidade, privilégio, e abuso.”

  Sem entender esse conceito sobre Instituições nossa Sociedade dá constantemente tiros no próprio pé, protege homens de má índole e socializa os prejuízos com os homens de boa índole, mais uma vez é o inocente pagando pelo pecador.
  Comemoram qualquer indenização que o Estado tenha que pagar como se o dinheiro fosse sair do bolso de quem está governando e não de toda população pagadora de impostos.
  Se a justiça obriga o Município a entregar um terreno para invasores de terra isso não vai afetar em nada as contas bancarias do Prefeito.
  É você cidadão que está abrindo mão de um pedaço de terra que era de todos e agora é só de alguns que nem pagaram pela propriedade.

  Falta ao brasileiro essa noção que terras do Estado não são “terras de ninguém” são “terras de todos nós”.
  O mesmo raciocínio se estende para Empresas Estatais e todos os bens PÚBLICOS.


  PS: Esse texto é muito mais profundo do que pode parecer a princípio.
  Não se trata de isentar o Condomínio/Estado das atribuição que lhes cabe.
  Se trata de mostrar que Instituições não são pessoas físicas, são uma necessidade COLETIVA, nós é que traçamos suas diretrizes
  A razão sugere as pessoas físicas algo que elas se recusam a ouvir, “na maior parte do tempo”...
CADA UM DEVE CUIDAR DE SI MESMO!


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domingo, 28 de outubro de 2012

Tapas e Beijos

  “Aquele que vive de combater um inimigo tem interesse em o deixar com vida.”
   [Nietzsche]

  Para muitos casais parece que as brigas são sua razão de viver.

  Meu pai não era um tirano era mais um sujeito imaturo.
  Tem homens [e mulheres] que realmente são tiranos, na sua mente esposa e filhos são suas propriedades.
  Há homens sádicos que sentem prazer em bater.
  Os homens sádicos no começo do relacionamento podem ser muito cavalheiros, como uma aranha vão trançando suas teias.
  A principal e indisfarçável característica é um ciúmes doentio.
  Não que a pessoa ciumenta seja necessariamente violenta.
  Se for ciumento e em algumas situações usar excesso de força como apertar o braço, beliscar, chutar a canela, ofender... o sinal de alerta tem que ficar ligado ao máximo, é melhor não arriscar.
  Se você mulher souber de antigos relacionamentos dele é desejável buscar referências.

  Segundo atesta o sucesso de 50 Tons de Cinza muitas mulheres gostam da submissão na cama, logo esses homens mais possessivos e agressivos provocam orgasmos intensos nas mulheres, mas lembrem-se, não dá para apoiar um relacionamento satisfatório apenas no sexo.
  Se a mulher é masoquista e o homem é sádico o relacionamento de domínio e submissão vai muito além do sexo, apesar de chocar a muitos o casal tem uma vida satisfatória para eles, nesses casos os problemas sempre são as crianças...

  Mas vamos para parte mais social e menos individual desse texto.
  A maior reclamação dos agentes que atendem vítimas de violência doméstica é que as mulheres desistem de levar o processo adiante, inventam mil desculpas, mas fica patente que a vítima ama o agressor.
  Isso aconteceu na minha casa.
  Certa vez uma viatura da polícia chegou para conversar com meu pai ele foi ignorante com os caras veio mais uma e o levaram a força, todos ficaram solidários com minha mãe e ofereceram todo apoio.
  Meu pai não ficou um dia preso porque minha mãe não registrou queixa.
  Por um lado entendi minha mãe, afinal ela casou por amor, tinha 5 filhos é natural que ainda restasse algum respeito por meu pai, mas por outro lado.
  Se não queria providências porque chamar a polícia?
  Da primeira vez não sei quem chamou a polícia [Tia ou vizinho], mas depois qualquer briga minha mãe queria a polícia em casa!
  Os policiais enfrentam tanto esse tipo de situação que acabam aceitando que a mulher gosta daquele relacionamento explosivo.
  Já nem atendem com presteza a ocorrência, vão cuidar de casos mais importantes.

  Muitos homens e mulheres adoram que as pessoas a sua volta sintam pena deles.

  Quando ouvem: “Coitado de você” é como se tivessem ganho o dia. 
  A pessoa não quer só cultuar o sofrimento quer também que as pessoas a sua volta reconheçam seu sofrimento.

  Minha mãe acabou se separando e por um tempo tememos por sua vida.
  Seria aceitável que meu pai recebesse uma ordem judicial para manter distância e caso não cumprisse fosse preso.

  Para concluir esse texto quero dizer que quando a mulher tem o “firme propósito” da separação e o indivíduo não aceita, faz ameaças de morte, a persegue... a sociedade tem que agir duramente contra esse cidadão.
  Há inúmeros precedentes desse tipo de história que não acaba nada bem, estaríamos agindo de acordo com FATOS históricos em nossa Sociedade.
  Atualmente ficamos esperando que o homem mate a ex-companheira para só depois fazer alguma coisa.
  Observem que nesses casos o indivíduo não está “pecando em pensamento”, ele está pecando em ação, atormentando a vida da família, com vários B.Os atestando, com testemunhas confirmando.

  Crimes passionais são dificílimos de evitar, o indivíduo nem sabe mais se sente amor ou ódio.
  Se o indivíduo não cumpre a ordem judicial de manter distância acho aceitável deixa-lo preso por algum tempo, para esfriar a cabeça, colocar as idéias no lugar, quem sabe encontrar um outro sentido na vida que não seja querer recuperar a esposa a qualquer custo ou acabar com a vida dela.

  Permitir posse de arma a vítima acho aceitável.

  Enfim, haveria muito a debater, muitas ações a serem propostas, mas primeiro devemos nos desfazer do Freudianismo de que todo homem é um cafajeste e toda mulher uma vítima indefesa das circunstancias, isso não corresponde à realidade observável.
  É como se a mulher fosse uma “folha em branco” escrita pelas ações dos homens.
  “Ele a seduziu”, “ele a conquistou”, “ele namorou com ela”, “ele não a tratou com respeito” ... a mulher é uma mente nula sob o impiedoso domínio da mente masculina ... acredite quem quiser...

  Sem considerar a mulher um ser pensante ao mesmo nível do homem eu só vejo gastos cada vez mais altos com resultados cada vez mais mínimos.

  Eu entendo todo desdém que os agentes de segurança tem com esse tipo de situação.
  Depois de um ano lidando com esses casos repetitivos em que o cara não vale nada ou é muito violento, mas a mulher o ama... qualquer um começa a ponderar

  Será que vale a pena intervir?

  VALE.
  Mas só nos casos que o cidadão está visivelmente fora de controle e/ou a mulher tem o firme propósito da separação.

  Fora isso eu sugiro aos policiais que andem com cartões de Psicólogos no bolso, deparou com essa situação de briga de casais apenas lhes entreguem o cartão e vão cuidar de ocorrências mais graves.
  O “Freudianismo” de considerar a mulher sempre vítima da situação precisa ser confrontado.
  Quem não conhece aquela moça que tem pretendentes interessantes, mas ela só quer saber do vagabundo, do marginal, do violento, do “galinha”?
  Por vezes vai contra o pai, a mãe, os amigos, contra o bom senso.
  Temos que nos responsabilizar por nossas escolhas, aqui no Brasil não tem casamento arranjado pelos pais, homens não entram nas residências e sequestram mulheres.
  A mulher tem o direito de escolher e o dever de assumir sua parcela de culpa se não fez uma boa escolha.

  Uma colega que saiu cedo de casa e teve filhos com um desses homens problemáticos vive dizendo que homens não prestam, que são todos cafajestes, que só querem sexo.
  Depois de uma vida sofrida ela se separou faz alguns anos, nunca falou de violência física, mas de bebedeira e irresponsabilidade financeira.
  Um dia cansado desse discurso de vítima dela fui curto e grosso, vou resumir a essência da conversa:
  Olha, você tem uma boa aparência, quando tinha 17 anos provavelmente tinha muitos pretendentes, podia se dedicar aos estudos, a alguma profissão enquanto experimentava parceiros para decidir por um bom, mas preferiu se entregar de corpo e alma a um homem que nem sua família aprovava (ela saiu de casa para ir morar no fundo da casa da sogra, estava gravida).
  Todas as mulheres passam pela adolescência e poucas tomam decisões tão radicais... assuma sua “irresponsabilidade”, tão grande quanto a do seu ex companheiro.
  Além do mais eu sou casado, Fulano é casado, Beltrano é casado (citei nomes de colegas de trabalho) não é porque você não escolheu um bom homem para casar que esse tipo de homem não existe.
  Eu, Fulano e Beltrano não agredimos nossas esposas e damos um duro danado para sustentar a família, se você olhar para os lados verá que a maioria dos homens agem como nós, se você fez uma má escolha assuma.

  Tenho duas filhas espero que elas escolham um bom homem para casar, trabalhador, responsável, que as respeite como pessoa.

  E se fizerem uma má escolha espero que pelo menos não venham dar uma de vítimas inocentes.


  “Mulher perdoa marido após ser agredida a socos e pontapés.” [Policia e Viola]
  Edmeire conta como aconteceu a agressão física. “Estávamos morando no Distrito de Bonfim de Feira e no dia 22 recebemos a visita de minha sogra. Ele estava bêbado e começou discutir com a própria mãe. Depois, partiu para meu lado, sem eu fazer nada e começou a me agredir com socos e pontapés. Ele me bateu tanto que meu rosto ficou deformado”.

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sábado, 27 de outubro de 2012

Maria da Penha

“Criada em 2006, a lei Maria da Penha protege as mulheres da violência doméstica e representa um avanço na legislação brasileira.
  Entre as inovações legais está a impossibilidade da vítima retirar a queixa de agressão, a menos que isso seja feito perante o juiz, em audiência marcada exclusivamente com este fim.”

Leia com atenção essa matéria:

   “Durante todo o século 20, convivemos com o Código Civil elaborado por Dom Pedro II e pelo jurista Augusto Teixeira de Freitas, ainda no século 19, e que entrou em vigor em 1917.
  Entre outras coisas, o documento considerava o homem como o chefe de família e os escravos como bens móveis; o adultério feminino era entendido como crime e as filhas poderiam ser deserdadas, caso fossem “ingratas” com o pai – um instrumento para cercear a liberdade e a sexualidade femininas.
  Apenas em 2002 esse Código Civil foi revogado e substituído por outro, em conformidade com a Constituição do país, de 1988, que, em seu artigo 226, no parágrafo 8º, prima pela não violência familiar, sem fazer distinção entre direitos de homens e mulheres.” [Planeta Sustentável]

  Você que é “jovem” [menos de 21 anos] ou que já não é tão jovem, mas é pouco afeito a pesquisa tome cuidado com essas matérias que montam um “quadro teórico” que não correspondia à realidade praticada.
  Sim, na Constituição de 1988 foi oficializado no papel uma mudança no código civil, mas na pratica o código anterior já não era aplicado literalmente, pergunte a qualquer juiz ou advogado.
  Se você fechar sua mente apenas na leitura dessa matéria fica parecendo que antes da Constituição de 1988 vivíamos como selvagens sob influência do regime militar o que está longe de ser verdade.

  Observe que a matéria diz que “apenas em 2002” o código foi revogado, o que ela não diz é que as partes mais críticas dele já não eram aplicadas faz muito tempo.

  Suponhamos que depois de muitas brigas você saia hoje de casa, se separa da sua esposa, cada um vai para o seu lado e decidem verbalmente a relação com os filhos e separação dos bens.
  Daqui 2 anos os papéis do divórcio ficam prontos e a separação é oficializada.
  Na teoria a separação ocorrerá daqui há 2 anos, mas na pratica ela ocorre hoje.

  No regime militar a escravidão era proibida, você matar sua esposa porque ela te traiu era crime do mesmo jeito, mulheres trabalhavam fora normalmente, filhas não podiam ser deserdadas por serem ingratas...

  Fica claro que fomos preguiçosos em atualizar o código civil, mas na pratica os juízes ignoravam as partes que não condiziam mais com os costumes em uso.
▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬
  Meu pai batia na minha mãe, mas ele não era de espancar se estava irritado dava um tapa ou soco.

  Ficou gravado em minha mente uma vez que meu pai deu uma cabeçada na minha mãe, daquelas de pugilista.
  Conheci mulheres que iguais a minha mãe sofriam violência doméstica, mas quando resolveram realmente dar um basta houve a separação.
  Lembro da primeira vez que minha mãe foi a delegacia dar queixa do meu pai por agressão, não sei o ano ao certo mas sei que foi bem antes da Constituição de 1988.
  Já funcionava a delegacia anexa ao presidio do São Bernardo e o atendimento foi rápido, uma viatura chegou em minutos.
  Meu pai foi agressivo com os policiais então chegou outra viatura para dar apoio.
  Eu não tinha muito entendimento das coisas, mas minha mãe foi maravilhosamente atendida pelos policiais, o que eu penso ser assistentes sociais ofereceram todo apoio para separação legal, mas minha mãe na hora do vamos ver voltou atrás.

  Casos de violência doméstica são difíceis de esconder dos familiares e amigos próximos, corre de boca em boca.
  O que vou escrever vai chocar muitos então antes vamos a uma introdução:
  Os religiosos dizem que não há pequeno ou grande pecado.
  Pecado é pecado e mesmo o mínimo deles nos faz perder a salvação se não ocorrer o arrependimento e o perdão.

  Diferente desse dogma Bíblico eu classifico tudo que pode ser classificado, atribuo peso as coisas.

  Por exemplo, para eu o pecado não ocorre em pensamento ele só ocorre no campo da ação.
  Pensar em roubar e não roubar não considero pecado.
  Roubar é um pecado grave e assassinar é um pecado gravíssimo.
  Para efeito didático não vamos ver o pecado como desagradar a algum Deus, em texto anterior eu disse que é difícil identificar a vontade de Deus.

  Vamos considerar pecado qualquer mal que você faça aos outros.

  Ser roubado sem dúvida é algo muito desagradável, um grande transtorno, mas ser baleado ou esfaqueado é muito pior.
 Observem que estou dando pesos as situações, estabelecendo um pecado maior, médio e pecado menor.
  Dito isso vamos amarrar a questão que trata esse texto.
▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬
  A grande maioria dos homens que conheço não agridem suas companheiras.

  Dos que agridem a maioria só faz isso no calor da discussão, muitas vezes revidando a agressão iniciada pelas mulheres, como geralmente o homem é mais forte que a mulher o malefício que ele provoca nela é bem maior que o que ela provoca nele.
  Você mulher pense bem.
  Quantas vezes já sentiu vontade de bater em um homem?
  Dar uns tapas ou soco no seu namorado ou marido.
  Eu não tenho dúvidas que se a mulher fosse mais forte que o homem nós iríamos apanhar muiiiiito.
  Da mesma forma muitos homens em algum momento pensam em dar um tapa na mulher, mas isso não chega nem perto de virar ação.
  Mulheres sabem ser incrivelmente irritantes e os caras que mais agridem são os que abusam do álcool.
  Resumindo:
  O cidadão não tem uma índole maravilhosa, esta embriagado, a mulher conhece seus pontos fracos e o leva ao limite... a agressão acontece.
  Não, não estou dizendo que a mulher é culpada da agressão sofrida apenas estou mostrando como a situação se desenvolve.

  Não foi eu que criei o mundo, não foi eu que fiz o homem ser mais forte que a mulher, se acredita em Deus como criador de tudo reclame para ele.
  Se acredita no Acaso adapte-se a situação.

  Se você mulher já sabe que a partir de certo ponto vai tirar o cara fora de si é melhor não ultrapassar esse ponto.
  Se o cidadão tem pavio curto te agride oralmente ou fisicamente por qualquer coisa ... é melhor não deixar o relacionamento se aprofundar e se já se aprofundou precisa traçar planos para separação.
  No entanto não é dessa situação controlável pela lógica que me provocou a escrever esse texto, vamos mais uma vez falar de pessoas fora de controle...
  Mulher tranca marido no banheiro porque ele não lavou a louça. [Terra]
  I’ll be Back!




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sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Amon-Rá

  “Com todo nosso conhecimento e tecnologia não conseguimos descartar que alguns visivelmente tem mais sorte que outros, não dá para descartar que “deuses” ajam nesse planeta.” 
 [William Robson]
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 “Quando a lemos, vemos muitas contradições e arbitrariedades, porque talvez a intenção dos que a escreveram (Bíblia), foi demonstrar que não importa nosso caráter, pois Deus é um arbitrário que só quer nossa obediência e "louvação".” [Nihil]

  Sei lá! As pessoas que escreveram a Bíblia eram grandes OBSERVADORAS assim como nós somos.
  Nietzsche, Darwin, Blaise, Sócrates... foram grandes observadores.

  Com nosso avanço tecnológico desmistificamos muitas coisas.
  Hoje por exemplo sabemos todo o ciclo das chuvas.
  Sabemos que é um “funcionamento automático” [natural] do nosso planeta, mas é natural que os antigos adorassem “deuses da chuva”, era uma hipótese que não podia ser descartada diante do pouco conhecimento que tinham.

  Em um debate com minha irmã ela disse que Deus fez todos iguais eu disse que não, Abraão era um escolhido, um homem “inexplicavelmente” diferenciado.
  Minha irmã estava falando da injustiça que é alguns homens acumularem grande riqueza eu a lembrei que Abraão acumulou grande riqueza e tudo com a benção de Deus.
  Oras, quem escreveu a história de Abraão percebeu/observou que alguns recebem muito mais benesses que outros de uma maneira que é difícil explicar sem admitir que há alguma interferência “sobrenatural.”
  Com todo nosso conhecimento e tecnologia não conseguimos descartar que alguns visivelmente tem mais sorte que outros, não dá para descartar que “deuses” ajam nesse planeta.

  Minha irmã disse que Abraão recebeu grandes riquezas porque era fiel a Deus.
  Caraca o próprio Deus falava com ele, assim até eu!
  Os Faraós eram tão ou mais ricos que Abraão e claramente adoravam outros deuses.
  Se Abraão era um homem rico porque adorava o único Deus, pela lógica todos que não adoravam o mesmo Deus deveriam ser pobres ou o deus Amon-Rá dos faraós também era poderoso?

  Estou dizendo que se do lado “mundano” as pessoas nascem desiguais no mundo maravilhoso da Bíblia acontece a mesmíssima coisa.

  O que o faraó fez para ser faraó?
  Nasceu filho de faraó.
  O que Abraão fez para ser rico?
  Nasceu filho de rico.
  Com tantos pobres para ajudar o Deus Bíblico o tornou ainda mais rico!
  Porque Abrão teve mais sorte que todos os outros?
  Seu caráter não era nenhuma maravilha, sua Fé não era tão grande.
▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬
  No Capitalismo um cara rico como o Silvio Santos contribui com o sustento de muitas famílias gerando empregos, colabora com entidades de assistência.

  Sabem o que Abraão fazia?
  TINHA ESCRAVOS.

   Gênesis 16:1-4
  Sara, mulher de Abrão, não lhe dava filhos, e ele tinha uma serva egípcia, cujo nome era Agar.
  E disse Sara a Abrão: Eis que o SENHOR me tem impedido de dar à luz; toma, pois, a minha serva; porventura terei filhos dela. E ouviu Abrão a voz de Sara.

  Observem que Agar era egípcia.
  Serva é uma palavra branda para escrava.
  Sara “deu” Agar para Abraão transar com ela.
  Observamos que a Bíblia é seletiva, para um povo tudo é permitido como acumular riquezas, ter escravos e usa-los como bem entender.
  Para outros tudo é pecado, imoralidade, blasfêmia.

  Eu citei o Silvio Santos porque ele é judeu, descendente de Abraão, mas sabiam que para evangélicos ele possivelmente irá para o inferno?
  Se o Silvio não aceitar Jesus como seu único salvador o pacto que Deus fez com seu antepassado não vale nada.
  Silvio não conhece o “Deus Verdadeiro” e mesmo assim tem riqueza como os Faraós.
  Você ainda acha que nascemos todos iguais na capacidade de receber benesses?
  Você ainda acha que essas benesses vem de adorar o verdadeiro Deus?
   Qual é o Deus verdadeiro?
   Amon-rá, Deus dos judeus, Deus dos cristãos, Alá, Zeus...


  PS:  Esse texto tem uma “aparente” falha de construção, mas não aconselho que ninguém tente descobrir, isso nos levaria a mais uma grande contradição Bíblica, seria muito cruel com os adoradores de Bíblia.

  Os egípcios acreditavam em um Deus único, que se manifestava de três maneiras diferentes: Atum-Rá, Ptah-Rá e Amon-Rá.
  Como a religião egípcia é bem anterior ao Cristianismo não podemos descartar que a Trindade Cristã [Pai, Filho e Espirito Santo] seja um plagio da religião egípcia.




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quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Violência Doméstica

   “E os que foram vistos dançando foram julgados insanos pelos que não conseguiam ouvir a música.” 
  [Nietzsche]

  Esse pensamento de Niet é poético uma construção muito bonita, mas o que eu acho fascinante nele é a faca de dois gumes que representa.

  Serve aos dois lados da Dialética, sempre alguém está ouvindo uma música que outros não ouvem.
  Eu ouço muitas músicas que poucos ouvem.
  Para sair da rotina vou falar de uma música que muitos ouvem e eu não consigo ouvir por isso os acho insanos.

  Uma candidata à prefeitura de Campinas disse que iria construir quatro delegacias da mulher.

  Não consigo ouvir essa música, logo não consigo me animar com ela, a candidata me parece insana.
  Campinas precisa mesmo de mais quatro delegacias com atendimento exclusivo a mulheres?
  Esse tipo de delegacia não trata de crimes em geral ela é especifica para violência ou abuso de homens contra mulheres.
  Em 90% dos casos o acusado é o cara que a mulher ESCOLHEU para namorar ou casar.

  Não seria melhor palestras para que as mulheres escolham melhor seus companheiros?

  Fica uma situação um tanto patética.
  A mulher tem o direito de casar com quem bem entende e quando as coisas dão errado a sociedade é obrigada a lhe socorrer com delegacias exclusivas!!
  Isso faria sentido se as mulheres não tivessem liberdade de escolha, mas como tem, não consigo ouvir essa música que a candidata a prefeita ouve e dança.

  Se a mulher casa com um rico empresário que a trata como rainha tudo fica para ela, tudo é para sua honra e glória.
  Se ela se envolve com um marginal sem eira nem beira o prejuízo sobra para eu enquanto Sociedade
  Se o parceiro marginal for preso (em muitos casos) a mulher recebe até auxilio reclusão!

  Agressão é agressão, é o mesmo crime sendo homem, mulher, negro, gay, índio.
  [É essa música que toca em minha mente.]

  Uma divisão especial para casos de estupros pode ser criada dentro das delegacias já existentes.
  Pessoal especializado nesse tipo de ocorrência.

  Eu não entendo essas casas onde mulheres que apanham do marido são escondidas.
  Acredito que quando isso acontece é porque chegou-se à conclusão cabal que o marido representa grave risco a família... porque não prendê-lo!?
  Saí muito mais barato prender o cidadão caso ele se aproxime da esposa, isso pode ser controlado facilmente hoje em dia através de monitoramento eletrônico.
  Mas preferimos criar toda uma estrutura caríssima acolhendo mulheres e crianças as “prendendo” em algum lugar e deixando o agressor solto ... coisa de doido.

  O grande problema é que não existe lei para prender o cidadão nessas circunstancias de perseguição a esposa ou companheira.
  Vamos debater e CRIAR ESSA LEI!
  Diante de evidências o juiz determina que o cidadão se afaste, se ele não obedecer vai preso.
▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬
  Construir prédios é fácil o difícil é manter o órgão em funcionamento.
  Água, luz, salários, viaturas, material de escritório, combustível, material de higiene e limpeza... tudo isso tem um gasto mensal.
  Construir uma delegacia não é algo como construir um posto de combustível.
  No posto você tem as despesas, mas também tem a entrada de dinheiro através da venda de combustíveis.
  Atender mulheres com problemas com seus maridos não dá lucro só traz despesa.
  A entrada de recursos vem toda do dinheiro público que nada mais é que o dinheiro dos impostos.

  Mulheres escolham melhor seus parceiros, sai muito mais barato para Sociedade, garante uma melhor qualidade de vida para você e principalmente para seus filhos.

  Nessa situação de violência doméstica quem sofre mais são as crianças, a mulher bem ou mal teve uma escolha as crianças não.
  Não se esqueça que mais de 50% da sociedade é constituída de mulheres.
  Você mulher que escolhe um parceiro que te respeita acaba pagando a conta por aquela que só quer saber de revirar o zóinho.

  Você consegue ouvir essa música?





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quarta-feira, 24 de outubro de 2012

A Vontade de Deus

  A princípio conhecer a vontade do Deus Bíblico parece muito simples vamos ver se é mesmo?

  O Deus Bíblico não quer que andemos com roupas sensuais, colocar mini saia é pecado, mas Adão e Eva andavam sem roupas!
  Se a vontade de Deus era que andássemos vestidos porque não nos fez com roupas?
  Adão se cobriu com folhas e mais tarde de posse do conhecimento provavelmente usou pele de animais.
  Se buscamos a pureza do homem criado por Deus deveríamos andar nus na maior parte do tempo, nas igrejas deveríamos ir todos peladões.
  Não entendo porque em muitas igrejas a mulher não pode usar calça se a vontade original de Deus é que andássemos nus.

  Deus não gosta de jogos, mas apostou com o Diabo que ele não conseguiria acabar com a Fé de Jó.
  Jó sofreu horrores apenas por conta dessa brincadeira entre Deus e quem deveria ser seu maior inimigo, mas nos parece no Velho Testamento como servo.

  Deus não gosta de mentiras, mas abençoou Jacó um dos maiores mentirosos de todos os tempos, Jacó se passou pelo irmão mais velho enganando o próprio pai que estava cego.

  Se alguém encontrar por favor me avise porque eu não encontrei na Bíblia nenhuma passagem em que o Deus Bíblico condene a escravidão.

 Gostamos de lembrar que Deus libertou o povo de Israel, mas esquecemos que foi ele mesmo que os aprisionou ao avisar o Faraó do Egito sobre uma seca de 7 anos não dando a mesma informação ao povo de Israel que não teve opção senão se juntar ao povo egípcio para não morrer de fome.
  Lendo com isenção a Bíblia quem pode falar que Deus é contra a escravidão?

  Saber a vontade e o propósito de Deus baseado no que está escrito nos livros sagrados é IMPOSSÍVEL.

  Basta dizer que Abel que era um bom homem foi assassinado e até hoje aguarda o dia do juízo final enquanto seu assassino Caim casou, teve filhos, uma vida longa e próspera.

  Porque o problemático Caim deixou inúmeros descendentes e o honrado Abel não?

  Se o Deus Bíblico tivesse gosto pela justiça acorreria o contrário.
  O crime não aconteceria Abel seria protegido por Deus, teria uma vida longa e próspera e deixaria muitos descendentes, Caim seria no mínimo impedido de cometer o crime com alguma paralisia ou até ser fulminado por um raio.

  NÃO! Não estou afirmando que Deus não existe ou que ele não seja justo e bom.
  Estou dizendo que ele não está retratado assim na Bíblia.

  Diante do exposto eu busco o AUTOCONHECIMENTO e a CIVILIDADE.
  Não tenho meios confiáveis de aferir a vontade de Deus, mas posso olhar para dentro de mim mesmo e analisar meus mais profundos sentimentos até minhas vontades inconfessáveis.
  É muito mais lógico e possível conhecer minha vontade, estimular o lado bom e reprimir o lado mau, esse é o propósito do AUTOCONHECIMENTO

  A CIVILIDADE tem como propósito fazer eu conviver em harmonia com meus irmãos de humanidade, espero que essa seja a vontade de Deus, não desse Deus relatado na Bíblia, mas de um Deus realmente justo e bom.

  Espero que paremos de idolatrar papel e tinta para encontrarmos o sagrado impresso em nossos corações.

 Amém?



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