quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Objetivo X Caminho

  “90% das cidades baianas estão à beira da falência.
 A maioria dos municípios no Brasil não tem arrecadação própria e dependem, basicamente, do repasse do Estado e da União.”

  “Acabar com o repasse aos municípios vai provocar um caos social.” [Comentarista no G+]
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  Mais uma vez quero lembrar que sou um Filósofo EVOLUCIONÁRIO.
  Filósofos como Marx é que são revolucionários, querem destruir tudo para reconstruir nos seus moldes.
  Vou tentar ilustrar mentalmente esse pensamento.

  Imagine que você está na Rodovia Anhanguera aqui em Campinas e deseja ir para São Paulo Capital encontrar sua família.
  Você entrou em um trevo e depois de andar vários quilômetros descobre que está indo para Limeira.
  Você sabe que Limeira fica mais distante de São Paulo que Campinas, então percebe que está no sentido contrário ao seu objetivo, o que faz?

 a) Freia bruscamente e dá ré?
 b) Gira a direção rapidamente e atravessa o canteiro central?
 c) Gira a direção bruscamente e começa andar na contra mão?

  Nada disso seria bom, a chance de provocar um grave acidente é enorme.
  Bom seria que você não tivesse pego o caminho errado, mas já que pegou siga em frente até o próximo retorno.
  Se continuar na Anhanguera no sentido Limeira vai sair lá em Minas Gerais, muito distante do seu objetivo.
  Caraca! Sua família está em São Paulo, não vai encontrá-la em Minas.

  O que muitos pensadores me propõe é bem isso.
  Concordam que estou certo no meu raciocínio, mas já que estamos em erro continuemos em erro!!
  Sugerem que se tentarmos fazer o certo provocaremos o caos social.

  Não precisamos acabar com os repasses aos municípios bruscamente, vamos reduzindo a verba gradativamente ou a mantenhamos congeladas. [Seguir em frente até o próximo retorno]


 
  Para termos um país mais eficiente temos que buscar o acerto e não persistir no erro.

  Vamos para um filosofia complexa? Vem comigo!
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   “Muitos são os obstinados que se empenham no caminho que escolheram, poucos os que se empenham no objetivo.”
  [Nietzsche]

  Qualquer coisa que preciso ou quero fazer sempre me pergunto:
  Qual o objetivo?
  Aparentemente a resposta é fácil, o fácil caminha para o complexo.
  Não aconselho ninguém a ficar procurando a “resposta verdadeira”, prefiram a “resposta satisfatória”.
  A verdade é sempre relativa, a satisfação atende a situação do momento.
  Pensar é preciso, mas AGIR também.
  Quero dizer que se ficarmos filosofando muito atrás da melhor solução, quando chegarmos a uma conclusão pode ser tarde, não dá mais para agir.
  É preciso encontrar um meio termo entre não deixar se seduzir pela primeira “solução” que aparece e nem perder muito tempo atrás da solução perfeita ... ela pode não existir.

  Você está no meio da rua e um cão vem disposto a te atacar.
  Você pode procurar uma pedra ou pedaço de pau para se defender.
  Pode subir em algum muro.
  Pode simplesmente sair correndo.
  A pior atitude é ficar pensando demoradamente em todas essas coisas sem fazer nada, quando se decidir por alguma ação ... já estará sendo mordido...

  Filosofia Complexa, perseguir a verdade com afinco, é coisa para fazer em local seguro, onde você ou outra pessoa não estejam em risco.

  As respostas fáceis devem ser analisadas com cuidado.

  Li uma pergunta na Superinteressante pensei em uma resposta fácil no primeiro momento, mas não fazia sentido, pensei mais um pouco e cheguei a uma resposta satisfatória.

  Pergunta: Com R$1,10 você comprou um café e uma bala, sabendo-se que o café custou 1 real a mais que a bala, quanto custou a bala?

  A “resposta” fácil é que a bala custou 10 centavos.
  [*No final eu confirmo a resposta]
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  É comum as pessoas confundirem o objetivo com o caminho.
 
  Voltando lá no início do texto:
  A rodovia Anhanguera era o caminho, o objetivo era encontrar a família.
  Essa confusão entre objetivo e caminho acontece porque quando você define um objetivo surgem objetivos intermediários.
  Até seu objetivo principal quando alcançado pode passar a ser intermediário.
  Você vai encontrar sua família em SP para passar a morar com os pais...
  Qual a utilidade de entender essa dinâmica?
  Tem toda utilidade se você quiser ter uma vida eficiente, veja um exemplo bem abrangente.

  Você já curtiu, namorou bastante, os anos vão passando e você define como um objetivo principal ter um bom casamento, constituir família.
  Definido o objetivo principal surge um objetivo intermediário: encontrar alguém para casar.
  Você mulher se apaixona por um homem legal e vai seguindo esse caminho para um casamento satisfatório.

  Humm... você percebe que o cara é drogado, a pedra no meio do caminho é de crack, uma droga devastadora.

  Casamento satisfatório e homem viciado em drogas não são compatíveis... você está no sentido errado da rodovia.
  As mentes mais fracas nem percebem que estão no sentido errado, vão seguindo a espera de um milagre, vivem pela Fé.
  As mentes melhorzinhas percebem o erro, mas acreditam que se persistirem no erro ele se tornará um acerto, pensamento positivo!
  No entanto esse texto é direcionado a você que tem uma mente boa, mas confunde objetivo com caminho.
  As mentes abaixo de você são quase um caso perdido, vivem de tradições e condicionamentos muito cristalizados, é difícil a lógica penetrar nessas mentes [não disse impossível].
  Você percebe toda a dinâmica, o casamento não será satisfatório com um viciado, você está no sentido errado, mas ESQUECE o objetivo principal o casamento satisfatório.
  O parceiro é o caminho e você começa a vê-lo como o objetivo principal.
  Seu objetivo principal passa a ser o homem e não o casamento.
  A Matemática é implacável ou você desiste de um ou desiste do outro.
  Uma mulher sábia desistiria do caminho.
  Você já namorou, já curtiu bastante, os anos passaram, a resposta satisfatória é um bom casamento, com casa, filhos e [para quem gosta] cachorrinho.
  Percebem a importância de definir um objetivo e não esquecer qual é?
  Se não sabe onde quer chegar como entender se está no caminho certo?

  Essa lógica entra em sua mente?



* A bala custou 5 centavos. Se o  café custou 1 real a mais que a bala então ele custou R$1,05.



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