quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Esperando Neném

Sobre o aborto, você acredita que:
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a) É um direito da mulher, em qualquer caso, interromper uma gestação, desde que isso aconteça até o terceiro mês.
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  Se a mulher não deseja engravidar e engravida... não falaria em “direito”, mas falaria em corrigir uma IRRESPONSABILIDADE, um erro.
  Eu entendo que para grande maioria das mulheres é uma decisão extremamente difícil, por isso o prazo máximo de 3 meses é aceitável.
  No entanto eu criaria meios para que o aborto não fosse banalizado.
  Sei que a maioria das mulheres tem consciência que o aborto é uma situação extrema, mas também sei que muitas não tem essa consciência.
  Como sabem, eu gosto que as coisas sejam REGULAMENTADAS.
  Liberdade Plena não tem como existir.

  O que limita a liberdade de um indivíduo é a existência do outro indivíduo.

  Exemplo simples.
  Eu ter liberdade para ouvir a música que eu quiser, no lugar que eu quiser, no volume que eu quiser ... pode ir contra a vontade de outro de não querer ouvir música.
  Qual liberdade deve ser respeitada?
  A minha ou do outro?
  Cada um tem que ceder um pouco em sua liberdade e se sujeitar a uma regulamentação que seja pelo menos tolerável para a maioria.
  Outra coisa impossível é agradar a todos...
 
  Dar liberdade plena para pratica do aborto não é algo que resista a lógica.
  No caso do aborto “EU” admitiria que ele fosse feito apenas em clinicas credenciadas e rigorosamente fiscalizadas.
  O aborto ficaria registrado no prontuário médico da mulher assim como o nome do pai, se for possível essa identificação.
  O primeiro aborto seria considerado um “acidente”, apenas ficaria o registro e seria ministrado um curso de participação obrigatória sobre métodos anticoncepcionais.
  Clinicas clandestinas seriam fechadas automaticamente, seu dono preso e sujeito a penas severas.
  Nada menos que 10 anos em regime fechado.

  Se a mulher precisar praticar um novo aborto a situação ficará muito mais complicada.
  Ela será obrigada a tomar injeções anticoncepcionais de longa duração pagas por ela e fiscalizadas pelo Estado.
  O objetivo é que essa mulher só volte a engravidar com AUTORIZAÇÃO da Sociedade nesse caso representada pelo Estado.
  Ela será obrigada a tomar as injeções e quando realmente desejar ter uma gravidez apresentará seu caso ao Estado que poderá autorizar a suspensão da medicação.
  Tudo que foi dito sobre a mãe vale também para o pai.
  Nossa ciência deveria avançar nas técnicas de identificação da paternidade e desenvolver injeções anticoncepcionais para homens.

  Complicado essa proposta de regulamentação?
  Eu sei, descrevi o que “eu” proporia.
  O ideal é que todos fossem responsáveis, gravidez indesejada não acontecesse e só discutíssemos o aborto no caso de má formação do feto.

  Já que não é possível evitar a irresponsabilidade e o consequente “acidente” meu segundo ideal seria evitar que fazer aborto fosse uma festa.
  O casal segue seus instintos e se ocorrer a gravidez “simplesmente” aborta.
  Nesse texto não quero entrar na polêmica de quando começa a vida.

  [Para facilitar essa meditação vamos aceitar que até o terceiro mês seja legalmente permitido o aborto não importa o motivo da mulher.]

  Eu considero o assassinato um crime terrível, sou inclusive a favor da pena de morte.
  Tem algo que é permitido em nossa legislação, mas “EU” considero um “crime” terrível.
 
  Gerar uma criança sem lhe garantir condições aceitáveis de vida é um crime quase tão horrível quanto o assassinato.
[William Robson]

  A chave para o entendimento desse texto não é meditarmos sobre o “direito” da mulher, mas no conceito que um indivíduo merece nascer de PAIS RESPONSÁVEIS.

  Esse seria o direito básico e inalienável da criança e na impossibilidade dele ser atendido é aceitável que o feto nem se desenvolva, seja abortado.

  Claro, se eu fosse o “Deus que criou o mundo”, assim como eu fiz que todos os humanos precisem de oxigênio para viver eu faria com que todos os humanos fossem responsáveis com relação a paternidade, mas eu não sou Deus, tenho que me virar com o que ele permitiu ou criou.
  Tirando Deus da equação:

  Se é natural de muitos humanos não ter a devida preocupação com sua prole... eu não tenho como brigar com a natureza, só posso criar meios de levar um pouco de racionalidade a situação de forma a amenizar os prejuízos que ela trará para a Sociedade.
  Minimizar o prejuízo que trará para os pais responsáveis, porque não é lógica uma justiça onde o inocente paga pelo pecador.

  A Maria Guerreira abre as pernas para qualquer um lá, o William Pagador de Impostos e a Mara Mãe Responsável se ferram aqui!

  As punições duras para os pais irresponsáveis é para que se eles não se preocupam com a gravidade do aborto ou a qualidade de vida que darão a seus filhos ao menos devem se preocupar com a qualidade de vida que terão atrás das grades.
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  Como eu posso falar em “Direito do Feto” se até 3 meses não o considero com vida?

  Eu não prometi um raciocínio fácil.
  Vamos para nossos “números complexos imaginários”

  Seria bom se pudéssemos perguntar ao feto:

  A situação é essa, você quer nascer assim mesmo?

  Seria ótimo que a decisão final fosse do feto, mas nessa impossibilidade a decisão final tem que ser da mãe, essa é a REALIDADE OBSERVÁVEL, os nossos números reais.
  Acredito que todos concordam que não há nada mais importante para o nascimento de uma criança que ter o amor de sua mãe.
  Ela se esforçará para protege-la de todo e qualquer perigo, terá uma paciência que ninguém mais terá, estará disposta a fazer sacrifícios para o bem estar da criança que dificilmente outra pessoa fará.

  Enfim, o direito básico de um feto ao ser gerado é ter uma mãe que lhe ame.

  De repente essa mulher que ama, ou ao menos tem muito respeito por esse ser que está se desenvolvendo em seu ventre, sabe que não terá a menor condição de cria-lo como ele merece então ela pode decidir gesta-lo e assim que nascer entrega-lo a um casal desejoso de ter um filho, um casal que criará essa criança com amor, essa é uma outra situação que também a mulher terá que considerar, a decisão final deve ser dela.

  Viver é muito difícil mesmo para quem nasce em condições aceitáveis.
  Se um feto dentro do ventre de sua mãe já não tem nem amor ou respeito, para o bem da criança... é melhor que nem nasça.

  Não, a vida não é um presente maravilhoso de Deus!

  Não temos fatos para comprovar esse dogma de que viver vale a pena em qualquer condição.
  Eu não me lembro de absolutamente nada antes do meu 1 ano de idade.
  Na minha memória mais antiga eu já sabia andar... não muito bem.
  Minha mãe conversava com meu pai e estava demorando para me dar banho, cansado daquele falatório me atirei na bacia com roupa e tudo, tirar o shorts eu era bom, andava sempre com minhas “partes” de fora [segundo minha mãe], mas não tinha a menor noção de como desabotoar uma camisa.

  A Filosofia Matemática nos sugere que até os 3 meses o feto não tem consciência nenhuma, se está sendo gerado no ventre de uma mulher que não lhe quer...
  Me parece melhor nunca ter consciência nenhuma, precisamos decidir isso por ele.

[Esse texto me deixou muito triste, a Filosofia Matemática é implacável, a realidade por vezes é muito dura, os outros itens dessa questão ficam para o próximo texto. Uma vida sem amor é muito escura.]
  Pior que ficar sem consciência é ficar consciente no escuro.
  É onde minha mente está nesse momento, preciso retornar, garanto a vocês que é um péssimo lugar para estar, não desejo isso a ninguém.

  Vamos buscar alguma luz.
  Ofereço essa linda canção a todas as mães e pais responsáveis.

  “Espero que tenha sido com muito amor
   E seja quem for há de achar também você tão linda.
   Esperando neném”  ☛♫♫♫♫
  [Roberto Carlos]

   Que todas nossas crianças nasçam do amor.


Amém?


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