terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Bolsa Escola

  Com participação ativa da esposa Ruth Cardoso, o Bolsa Escola foi criado no Governo Fernando Henrique dentro da rede de proteção social que consistia na junção de vários programas assistenciais.

  


  [Esse texto é apenas uma preparação para o próximo, portanto ele parecerá sem sentido, mas não se engane, ele é a base de muitos pensamentos que serão expostos, um tipo de “chave do entendimento”.]

AMBIÇÃO

a) Desejo desmedido pelo poder, dinheiro, bens materiais, glórias, cobiça:
“Só conseguiu ser rico porque sempre teve ambição.”

b) Obstinação intensa para conseguir determinado propósito; vontade de alcançar sucesso; pretensão.
 “Tinha a ambição de um dia ser cantor.”


  Aqui no Abismo dos Pensamentos a Ambição não é necessariamente má.

  Ambição em excesso é loucura, mas inúmeras virtudes tornam-se loucura se praticadas em excesso.

  Tem uma pessoa próxima que “aparentemente” não tem ambição nenhuma.
 [A maioria de nós conhece pessoas assim, tente lembrar de alguma.]
  Não tem conta em banco, carteira assinada... mora onde dá.
  Se seus biscates não rendem o suficiente para dormir em um quarto ele dorme na rua. (Isso já aconteceu)
  Seus biscates são de serviços braçais, ajudante de pedreiro ou pintor.
  Não é um “vagabundo” é uma pessoa que suporta trabalhar.
  É honesto, nunca fiquei sabendo de nada que o desabonasse no item honestidade.
  O considero alcoólatra, por vezes bebe até cair, cerveja e cachaça consomem todo dinheiro que ele consegue. (Não usa drogas)
  Até pouco tempo atrás conseguia se manter sóbrio durante o serviço, mas isso já não é mais observado.
  Para dar uma força minha esposa o contratou para um serviço de pintura, mas teve que desistir, o trabalho estava demorando demais porque na maior parte do tempo estava bêbado.
  Como ele é “praticamente” um parente não dá para dizer se sempre se comporta assim.
  Sabem como é, tem pessoas que abusam da amizade.
  Seu amigo pede dinheiro emprestado a você e “em nome da amizade” nem se preocupa em pagar, com alguém que ele não tenha tanta amizade paga o empréstimo.
  Talvez ele tenha sido mais irresponsável porque acreditava que em “nome da amizade” minha esposa nunca o dispensaria.
  Acontece que eu e minha esposa aprendemos muito bem a separar negócios de amizade.
      
  Para não alongar muito o texto vamos a questão que nos interessa.

  Ele é “homem”, “branco”, “hétero”, “paulista”, “bem alfabetizado”.

  O exemplo dele é muito bom porque foge de todos aqueles tipos que a sociedade freudiana acredita que temos “dividas históricas”, defende que temos que resgatar “séculos de exclusão social”.
 [Mulher, negro, gay, índio, nordestinos e de outras regiões pobres, analfabetos e pessoas de baixa escolaridade]

  Nosso analisado poderia arranjar um emprego qualquer, ter algum rendimento garantido no final do mês, o que ele fizesse fora do trabalho seria problema dele ... desde que não fosse algo criminoso.
  Mesmo com um salário baixo poderia morar em alguma pensão bem humilde.
  Pra quem não liga de dormir na rua ou em albergues, qualquer cantinho seria satisfatório ... claro, isso usando a lógica, o bom senso.
  Entretanto nosso analisado gosta de viver como vive, cada dia é um dia, sem grandes pressões ou preocupação com o futuro.

 “Deus sabe o que faz e no final dá tudo certo.”

  Não é irônico que o jeito do analisado viver é a “fórmula mágica” de muitos manuais de autoajuda?

  Sei, você vai dizer que ele bebe demais, mas os livros de autoajuda dizem que você deve buscar o que lhe satisfaz?
  A bebida o satisfaz!
  Ah! Mas os livros de autoajuda dizem que você tem que ter disciplina.
  Concordo, para ter disciplina você tem que usar a Lógica, o Bom Senso, não pode se entregar totalmente ao medo ou ao prazer.

  Percebeu como voltamos a “essência” da lógica/bom senso?

  BOM SENSO uns tem, outros não tem, muitos podem desenvolver, mas TEM QUE QUERER.
      
  Nosso analisado não tem ambição?
  Não podemos afirmar isso, ele gosta de dinheiro, se ganhasse na loteria ficaria feliz da vida; como a maioria dos hipócritas que criticam o acumulo da capital, mas querem acumular capital. 

  Quando consegue algum trabalho [é um bom pintor] não cobra barato não.
  Acontece que não noto nele uma ambição suficiente para mantê-lo em uma vida “digamos” mais regrada.

  Eu sou preguiçoso, se pudesse não sairia de casa.
  Mas eu AMBICIONO CONFORTO, minha ambição é grande o suficiente para me tirar de casa, me fazer trabalhar pelo menos com carteira assinada, ter um dinheiro certo no fim do mês, para que eu possa “sem MEDO curtir o PRAZER de ficar em casa.”

  Nosso analisado está na casa dos 50 anos, a debilidade física começa aparecer mais intensamente nessa fase, ainda mais para um indivíduo que vive cada dia sem se preocupar muito com saúde/prevenção.
  Não é difícil prever o futuro do nosso analisado.
  Enquanto tiver saúde suficiente vai sobrevivendo.
  E quando a saúde o incapacitar?
  Conseguindo permanecer vivo será morador de rua, perambulando por albergues, se alimentando da caridade das pessoas.

  Não, o analisado não teve uma infância terrivelmente sofrida.
  Sua mãe morreu cedo, seu pai se casou com outra, ele não aceitou, já tinha idade para sair de casa e saiu.
  Jovem, saudável, bem alfabetizado poderia ter uma história comum a maioria de nós.
  Classe média baixa ou alta, nossa vida mediana longe da riqueza e igualmente longe da miséria.
  Porque essa vida “sem lenço sem documento”?
  É um opção dele, um gosto dele temo que aceitar ou pelo menos respeitar.
  Como entende muito bem de pintura e é talentoso poderia ser um bem sucedido trabalhador autônomo, conheço tantos assim que ganham muito mais que eu que não tenho talento algum.
 
  Na situação inversa do nosso analisado temos aquelas pessoas que juntaram uma fortuna enorme, tem tudo do bom e do melhor e mesmo assim continuam a querer acumular riquezas, sem dar a devida atenção a necessidade de outras pessoas.

    No entanto para meditar sobre o Bolsa Escola/Família o tipo de indivíduo que nos interessa é a média da população ao qual eu me enquadro e que somos a grande maioria.

  Nossa ambição não é desmedida e nem insatisfatória.

  To be continued...

  





 
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👩 “No final pode até haver uma melhora no lado financeiro da vida dessas pessoas, mas a maioria vai sempre estar de certa forma dependente desses tipos de auxílios.
  Ao invés de aprender pescar fica esperando o peixe aparecer.”
[Comentarista no G+]         
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  Quero deixar claro que:

  SOU A FAVOR DO BOLSA ESCOLA, A MISÉRIA É INADMISSÍVEL.

  Observo que a maioria das pessoas tendo ao menos o que comer irá atrás de uma profissionalização melhor.
  Sem contar que as crianças não devem pagar com a fome o erro ou irresponsabilidade dos pais.

  Quem desenhou esse modelo de “renda mínima” foi o “capitalista” Milton Friedman.

  Nunca entendi tratarem Lula como o “pai do Bolsa Família”, ele apenas continuou com algo que estava dando certo e batizou com outro nome uma vez que seu programa de governo era o Fome Zero que não deu em nada.
  O mérito de Lula foi continuar o que FHC já tinha iniciado, estruturado e estava em plena execução.

  Vejam a história do programa:

 Bolsa Escola ou ainda bolsa-escola é um programa de transferência de renda com condicionalidades brasileiro.
  Foi idealizado originalmente em proposta realizada por Cristovam Buarque enquanto reitor e professor da UnB no ano de 1986, cujo objetivo era pagar uma bolsa às famílias de jovens e crianças de baixa renda como estímulo para que essas frequentassem a escola regularmente.

  Foi implantado em janeiro de 1995 em Campinas, seguindo a própria proposta de Cristovam Buarque, durante o governo do prefeito José Roberto Magalhães Teixeira / PSDB.
  Posteriormente, com um diferença de apenas 5 dias, foi implantado em Brasília pelo Governo do Distrito Federal, então chefiado por Cristóvão Buarque / PT.
  A lei de Campinas foi aprovada na Câmara Municipal em 6 de janeiro de 1995 e regulamentada em 18 de abril, quando os primeiros benefícios começaram a ser pagos.
  Já em Brasília, o decreto foi assinado em 11 de janeiro de 1995 e os primeiros benefícios começaram a ser pagos em maio.
  Finalmente, o Bolsa Escola federal foi implementado em 2001 pelo governo de Fernando Henrique Cardoso.
  Chegou a beneficiar mais de 5 milhões de famílias em todo o Brasil quando, em 2003, foi incorporado ao Programa Bolsa Família pelo presidente Lula.”

  Outro programa social/econômico excelente gestado no Governo FHC foi o de Participação nos Lucros e Resultados.
  O considero mais eficiente que o Bolsa Escola, um complementa o outro.
  O PT conseguiu estragar o Bolsa Escola pelo excesso de populismo barato e baixa fiscalização.
  Quanto ao PLR ... o PT não se interessou em aprimorar o programa, torna-lo mais efetivo ... infelizmente.

  Preferiu isenções fiscais para frigoríficos, montadoras, empreiteiras, congelamento de preços da Petrobras e Eletrobrás ... populismo barato que nos custa tão caro. 😞



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