segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Estatística Rosa

  Desigualdade: mulheres brasileiras trabalham 'de graça' desde 19 de outubro 2015.
  Segundo o IBGE, a diferença média entre os salários de homens e mulheres no país, para quem trabalha 40 horas por semana, é de 20,32%.
  Como trabalham os mesmos 365 dias, é como se esse finalzinho do ano fosse de graça. Elas só recebem pelo trabalho de 291 dias – completados no último dia 18. A partir daí, passaram a trabalhar sem receber por isso. [Luiza Bandeira/BBC]

  Porque você compra uma peça similar para seu carro e não uma original?
  A similar vai manter seu carro funcionando e custa menos.

  Se a similar custasse o mesmo que a original não faria sentido adquirir uma similar.
  Geralmente a original dura mais e tem maior precisão, em resumo é mais eficiente.

  Você mulher pode estar em um cargo de gerência justamente porque custa menos e mantém as coisas funcionando.

  Se a empresa tiver que te aumentar em 20% “talvez” seja preferível contratar um homem.
  Faça o teste, é fácil, peça um aumento de 20%, se a empresa achar que você vale de certo irá pagar, senão vai contratar outra mulher que esteja satisfeita com o salário atual.
  A maioria das mulheres não irão se arriscar preferem ficar com esse discurso feminista e tentar ganhar tudo na "isonomia".
  Com as leis de Mercado certas táticas não se sustentam, mas estamos muito contaminados com a doença do “politicamente correto”.

  Visivelmente homens têm no geral mentes mais lógicas e com isso tem mais facilidade para progredir nas carreiras melhor remuneradas, por isso ocorre a diferença salarial.
  Os que fazem esse tipo de estatística colocam na balança executivos com altíssimos salários o que obviamente não representa a grande maioria dos trabalhadores masculinos.
  As mulheres tem todo o direito de não achar que homens tem no geral uma mente mais lógica, mas isso não pode ficar só no achismo, elas tem que provar.

  Nos cursos de exatas não tem nenhum empecilho para inscrição de mulheres, estudem se mostrem mais eficientes que seus pares e o salário é consequência.
  Uma mulher poderia ter desenvolvido o Facebook , mas não desenvolveu.
  Uma mulher poderia ter desenvolvido o Google, mas não desenvolveu.
  Querer no grito ganhar igual os fundadores dessas empresas não há lei de mercado que possibilite isso.
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    “Se alguém te pedisse para trabalhar de graça até o final do ano (Novembro e Dezembro), você aceitaria? Provavelmente não.
  Mas é o que de certa forma ocorre com as mulheres, na visão de um grupo de ativistas por igualdade de salários, que, levando em conta a diferença salarial entre homens e mulheres na Grã-Bretanha (14,2%), calculou que as britânicas "pararam de receber" neste ano na segunda-feira passada, dia 9.” [BBC]

  Essa matéria da BBC é coerente e lógica, vamos ver se resiste a uma análise mais profunda?

  Se uma mulher é tão eficiente quanto um homem fazendo a mesma função de certo deve ganhar igual, se é mais eficiente deve ganhar mais.
  Eu defendo que sempre que for possível estabelecer metas objetivas parte do salário deveria ser por produtividade.
  No setor que minha esposa trabalha é possível estabelecer metas objetivas, vamos a esse exemplo real.
  Minha esposa revisa em média 500 peças por noite.
  Há funcionárias e funcionários que revisam em média 400 peças e ganham o mesmo salário que minha esposa.
  Pela matéria da BBC minha esposa em relação aos funcionários que revisam 400 peças poderia parar de trabalhar dia 1 de outubro.
  [Observe que não estamos colocando sexo na equação estamos lidando apenas com produtividade.]
  Para colocar sexo na equação eu teria que ter acesso a produção de todos os funcionários.
  Verificar se há mais homens produzindo 400 peças por dia enquanto há mais mulheres produzindo 500.
  Por curiosidade perguntei quem minha esposa sabia que produzia mais.
  Ela falou sobre um colega que revisa 700 peças.
  Esse homem em relação aos que produzem 400 peças poderia ter parado de trabalhar no dia 1 de Abril.
  E quanto à qualidade?
  Minha esposa ganhou em Outubro um almoço para a família na Churrascaria Trevisan.
  Esse prêmio é dado a quem alcança um padrão alto de qualidade.
  O homem das 700 peças já ganhou vários desses almoços... muitos dos que produzem 400 nunca ganharam.
 
  Fica claro que exercer a mesma função não pode ser confundido com ter a mesma eficiência.

  Igualarmos salários sem levar em consideração a eficiência/mérito é algo pra lá de injusto.
  Mas por força da “lei” somos obrigados a isso, isonomia salarial é a bandeira de todo e qualquer sindicato brasileiro.
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  No meu emprego/setor é mais difícil analisar a eficiência.
  Há um rodizio de postos, mas vamos fazer um exercício de subjetividade, será interessante.

  Suponhamos que no próximo natal a supervisora diz que só dois funcionários irão ficar na central de visitas (o normal/eficiente são 4) eu serei um deles e posso escolher quem irá trabalhar comigo.
  Tem mulheres eficientes no meu turno de trabalho, mas eu escolheria alguém entre os homens.
  Fabiano, Juracy, Felipe ou Giovani.
(Estão presentes no meu turno de trabalho e são treinados nesse setor)

  Não tem absolutamente nada a ver com força física, trabalhamos em um hospital não em casa de shows, delegacia ou presidio.
  Os rapazes são mais completos, operam bem o computador, tem bom conhecimento geral, resolvem os problemas com mais agilidade.
  Se nenhum homem estivesse disponível aí sim eu optaria por uma das mulheres.
  Calma, não fiquem indignados nem me chamem de veadinho ... HAHAHAHAHAHAHH!
  Se vou estar em uma situação difícil é lógico que eu escolha quem pode dividir melhor a responsabilidade comigo.
  No meu conceito, ser macho não é sinônimo de buscar sofrimento.
  Se sinto frio coloco blusa.
  Se estou com dor vou ao médico.
  Se sinto vontade de chorar, choro.
  Se posso escolher alguém mais eficiente para trabalhar ao meu lado ... é o que faço.

  Com 95% de probabilidade (na minha percepção) se uma das mulheres do setor fossem colocadas na mesma situação escolheriam um desses homens e só na indisponibilidade deles optariam por outra mulher.
  Por favor, essa é a situação atual do meu setor, não quer dizer que sempre foi assim ou que sempre será assim.
  Os homens que estão presentes no meu horário e tem treinamento são eficientes, claro que poderiam ser “marmotas”.

  Também não estou dizendo que as mulheres trabalham mal.
  Algumas são muito boas para triar pessoas, mas não operam o computador com eficiência.
  Outras operam bem o computador, mas não conseguem se impor com os visitantes.
  Outras operam bem o sistema, sabem se impor, mas não são habilidosas em resolver problemas.
  Com a equipe completa eu não ligo para quem esteja ao meu lado, cada um fica na posição que desempenha melhor e tudo dá certo.
  Mas em uma situação de crise eu preciso de pessoas mais completas independente do sexo.
♦♦
  Com relação as mulheres, agora analisando toda minha vida profissional, vão muito mais ao banheiro e demoram muito mais... isso é tempo, será que está incluso na estatística rosa?
  Se a mulher tem direito a 15 minutos de café, ela sai 5 minutos antes para ir primeiro ao banheiro e quando ela volta do café ... “espera aí que eu venho já só vou ao banheiro...”

  Outra coisa é que se as mulheres tem acesso ao telefone e não há nenhum controle passam uma enormidade de tempo ligando para casa.
  Mesmo estando em serviço mulheres querem o controle total do que está acontecendo no lar.
  Ligam para saber se alguém já almoçou, se outro chegou, se vai chover e quem vai fechar a janela...

  Pelo menos 20 minutos de banheiro a mais que os homens e o uso do telefone (dependendo da disponibilidade) alcança fácil outros 20 minutos.
♦♦
  Quanto a salários, mais um vez não observo nada a ver com sexo.
  No serviço público tem de tudo.
  Tem os que conseguem atestado por qualquer coisa e ganham sem trabalhar.
  Não importa a falta de funcionários, as pessoas vão visitar seus parentes e amigos e precisam ser atendidas, nisso quem vai trabalhar tem que tapar qualquer buraco.
  No meu caso ganho pouco porque o cargo para qual prestei concurso paga pouco, mesmo que eu faça o serviço de um cargo acima do meu.
  Quem ganha mais não tem redução de salário mesmo fazendo uma função abaixo da qual prestou concurso.
  Tem os funcionários antigos que incorporaram gratificações.
  Tem os aposentados que recebem dois salários.
  Tem os terceirizados que recebem em geral menos que os concursados para a mesma função INDEPENDENTE DE SEXO.
  E aqui tem mais um detalhe.
  O concurso que eu prestei em 2009 era aberto para ambos os sexos.
  Todos os primeiros lugares foram de homens.
  “Que eu saiba”, apenas minha colega Sonia, entrou por esse concurso e foi a última a ser chamada.
  Logo, se há mais homens concursados no meu setor é fruto de ESTUDO em igualdade de condições.
  Eu não ganho mais que minha colega Sonia fazendo a mesma função.
  Ganho mais que um terceirizado homem ou mulher QUE NÃO PASSOU NO CONCURSO.
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  Igualar salários em nome do politicamente correto é uma grande roubada.
  O bom é estabelecermos metas bem objetivas sempre que possível.
  Exemplo:
  Se eu não falto nenhum dia no mês tenho direito a 8 folgas.
  Se eu não vou trabalhar por qualquer motivo inclusive médico eu tenho direito a 7 folgas.
  Acho justo é algo bem objetivo.
  Sinto muito pela pessoa que não foi trabalhar por conta de uma gripe ou outra coisa, mas ela não trabalhou ... é difícil explicar o obvio.
  Os colegas de trabalho de alguma forma tiveram que fazer o trabalho que era dela.
  Se o hospital recebeu 800 visitantes e tinha 4 funcionários foi “tranquilo”.
  Se tinha 3 funcionários foi sofrível.
  Se tinha 2 funcionários ... imagine o estresse, para ganhar o mesmo salário.
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  Hoje em dia vemos muitas mulheres diretoras com poder para promover pessoas.

  Elas relutam muito em promover um homem, só fazem isso quando não encontram nenhuma opção viável entre as mulheres.
  Se alguém tem medo da concorrência são as mulheres.
  Elas dizem que os homens são “machistas” por não serem tão obedientes.
  Oras, sempre que meu superior homem me deu uma ordem a qual não concordei deixei claro a minha discordância e porquê.
  Por vezes tive que cumprir a ordem assim mesmo, outras o chefe concordou com meus argumentos e fez alterações.
  Com mulher é diferente (sem generalizações) você fala sim senhora para tudo ou é um rebelde machista!!
  Você homem não concorda com a ordem só porque ela é mulher...

  Eu tenho um diretor homem e já discutimos em reuniões, continuamos amigos e nos respeitando.
  Muitas das coisas que eu pedi fui atendido, outras eu entendi a situação difícil dele, ele é uma engrenagem no sistema, seu poder é grande, mas menor que de muitos outros.

  Como os homens são mais agressivos/ousados tudo indica que nessas “estatísticas amplas” os salários aparecerão maiores.
  O homem arrisca mais nos negócios e na vida e por vezes dá certo.
  O homem pede aumento, não recebe, vai atrás de quem pague melhor ou tenta negócio próprio.
  Há mais homens nos topos dos negócios, mas também há mais homens alcoólatras na sarjeta da vida, essa estatística ninguém quer ver ou finge que não vê.

 “A análise dos dados recolhidos revela que 82% da população de rua é formada por homens.
  Mais da metade (52%), têm entre 25 e 44 anos de idade.
  Quanto à raça, 39,1% se declararam pardos, 29,5% se disseram brancos e 27,9% se identificaram como negros.” [UOL]


"Todo mundo vê as pingas que eu bebo, mais ninguém vê os tombos que eu levo."

  
  Todo mundo merece respeito, mas não dá para todo mundo ocupar o topo da pirâmide.
  Eu sou um loser (perdedor), não fico culpando ninguém pela minha incompetência e/ou falta de sorte.



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