segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Estatística Roxa

  “Eu acho que paguei o preço por te amar demais
enquanto pra você foi tanto fez ou tanto faz.
  Magoando pouco a pouco me perdendo sem saber e quando eu for embora o que será que vai fazer?” ♫♫♫♫

 Quando eu morava no quintal da casa da minha vó Tímira presenciei muitas brigas de casais.

  Em uma delas estava brincando e um tio saiu correndo feito louco, nisso uma faca de cozinha caiu uns dois metros longe de mim.
  Minha tia tinha jogado nele.
  O casal brigava com certa frequência, ainda bem que esse meu tio quando as coisas engrossavam saia correndo.
  Meu pai era mais violento.
  Se minha tia fosse casada com um homem igual meu pai, a possiblidade de assassinato seria algo a considerar.

  Vamos analisar alguns números:

“O ano de 2014 fica marcado pela morte de 42 mulheres em ambiente doméstico.
  Destas, 35 morreram às mãos dos atuais ou ex-maridos, companheiros ou namorados.
  As outras sete mulheres foram também assassinadas em ambiente doméstico, mas pelo pai, tio ou sogro, enfim, por outras pessoas que não o antigo companheiro.” [CM Jornal]

“Mais de 143 pessoas morreram por dia, em média, vítimas de homicídios dolosos (com intenção de matar) no país em 2014.
  Ao total, foram 52.336 assassinatos registrados, número 3,8% superior ao de 2013 (50.413).
  Houve ainda 2.061 latrocínios (roubos seguidos de morte) no ano passado.
  Além disso, 2.368 pessoas morreram em confrontos com a Polícia Militar.” [G1]

“Quatro em cada cinco pessoas assassinadas no Brasil são homens!
  Segundo os dados oficiais do Governo colhidos pelo Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM/Datasus/MS), em 2010 tivemos um número absoluto de 52.970 homicídios no Brasil.
  Desse total, foram assassinados 48.493 homens e apenas 4.477 mulheres.
  Ou seja, houve quase 11 vezes mais homens sendo assassinados do que mulheres.
  Em termos percentuais, os homens representam aproximadamente 91,5% do total de vitimados, enquanto que as mulheres, apenas 8,5% desse total.” [Sexo Privilegiado]

  De posse desses dados podemos deduzir muitas coisas, uma delas é que:

   Homens são mais violentos que as mulheres.

  Por isso matam mais e morrem mais.
  A morte de mulheres não é fruto do machismo como martelam em nossa cabeça insistentemente.
  Não há um índice elevado de morte entre as mulheres em oposição à morte de homens.
  Não há um “feminicídio”.
  Homens mais violentos matam indiscriminadamente, seria estranho que não matassem mulheres.
  Confesso que quando resolvi pesquisar esperava encontrar pelo menos 40% de mortes entre as mulheres.
  Na minha mente fica claro que temos que combater a criminalidade em geral.

  Com melhor trabalho de investigação e captura.
  Muito mais vagas de presídios.
  Justiça mais célere.
  Penas mais duras.

  Essa ideologia, doutrina, paranoia (não sei como definir) de destacar crimes contra minorias como se a violência fosse algo focalizado em alguns grupos precisa ser repensado.

  “Eu ainda custo a acreditar nesses números, se alguém tiver dados diferentes me avise.
  Por favor, uma vida é sempre uma vida, mas 42 mulheres (foi o que encontrei) mortas por seus companheiros em 1 ano diante de mais de 50 mil assassinatos ... me parece que estamos concentrando nossa atenção em uma unha encravada e ignorando um câncer.” [A Farsa da Matança de Mulheres]
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  Muitas mulheres apanham de seus parceiros isso é um fato então vamos a essa estatística roxa hematoma.

  Bem ... iriamos.

  A violência contra mulher pode assumir diversas formas que não é uma agressão sociopática de natureza sexual e perversa no sentido psicanalítico do termo, até formas mais sutis como assédio sexual, discriminação, desvalorização do trabalho doméstico de cuidados com a prole e maternidade.” [Wikipédia]

 Notem que é algo tão subjetivo e abrangente que comporta qualquer número estratosférico.
  Foi o que encontrei nesse tipo de estatística.
  Certa vez minha esposa cortou o cabelo bem curtinho, eu não gostei e disse a ela, foi violência!
  Claro que eu e minha esposa já discordamos de várias coisas em relação a nossas filhas ... foi violência!
  Se eu elevar o tom de voz com minha esposa, não importa o motivo, é violência contra a mulher.
  Minha esposa gritar comigo, tudo bem, ela é mulher pode.
  Minha esposa me criticar como pai ou marido, tudo bem, ela está sendo sincera... discutindo a relação.
  Enfim, por esse prisma ideológico, 100% das mulheres sofrem violência.
  Se você se interessar por uma mulher, convida-la para sair e ela disser não, esse é o limite, se convida-la pela segunda vez é assédio.
  Se uma funcionaria comete um erro, tome muito cuidado, mantenha sempre um sorriso no rosto e meça muito bem suas palavras.
  Troque a palavra “erro” por “engano” e antecipadamente peça mil desculpas por apontar o engano dela, se ela quiser você mesmo corrige o “engano” enquanto ela toma um café na cantina da empresa para desestressar...

  Se você tiver um cargo de chefia e alguma funcionaria se insinuar para você ... esse é um campo minado de alto risco.
  Qualquer coisa que der errado ou não tão certo quanto ela pretendia, vai ser a palavra dela contra a sua imagine qual tem mais valor.

  De todas as estatísticas que li acho razoável considerar que 30% das mulheres no mundo sofrem agressão por seus pares, mas isso incluindo aqueles povos “estranhos”.

  No Ocidente “Judaico Cristão” (na minha percepção) 15% das mulheres sofrem agressão de fato.

  Isso chutando bem alto.
  A grande maioria dos homens que eu conheço não são diferentes de mim quanto a violência.
  Eu considero covardia bater em alguém mais fraco não importa se é homem, mulher ou gay.
  Eu nem me imagino batendo na minha esposa, mas também não me imagino tratando minha esposa ou qualquer outra mulher como um ser frágil, indefeso, digno de todo louvor e de toda glória...

  O que a estatística roxa faz é colocar discussões naturais entre casais como violência contra a mulher.

  Se eu aceitar 100% das coisas que minha esposa faz como certo e indiscutível não haverá discussão.
  Se minha esposa aceitar 100% do que eu faço como certo e indiscutível não haverá discussão.

  Entendam que por esse prisma um componente do casal tem que ser perfeito e diante disso o outro se anular totalmente.
  Alguém em sã consciência acredita que isso seja possível!?
  Briga de casal é algo absolutamente normal, não transformemos isso em uma guerra dos sexos.

  Lembrei de uma situação constrangedora entre eu e minha esposa.

  Nós ainda éramos namorados e ela estava em um dia de extrema irritação.
  Eu não acredito nessa lenda da TPM, embora faça piadas a esse respeito.
  Todos nós passamos por dias ou fases de extrema irritação, tem dias que eu acordo com raiva do mundo, no meu caso a raiva é eu não ter 1 Bilhão de dólares na minha conta.
  Não é pelo dinheiro em si, mas pela liberdade que isso me daria.
  Trabalhar no que eu quisesse, dormir sempre que me desse sono, ter grande flexibilidade de horários, não me preocupar com nenhuma conta...
  Durante o dia todo minha mente é bombardeada por textos, seria tão bom apenas sentar em um lugar confortável e escrever, escrever, escrever...
  Não tenho a ilusão que ser rico me tornaria pleno de felicidade, não acredito em felicidade plena.
  Mas esses dias de fúria seriam mais suportáveis.
  Enfim, nunca fiquei 30 dias sem acordar em alguns deles extremamente irritado e acreditem nunca menstruei ...

  Só sei que que minha namorada estava extremamente irritada, ela até tinha seus motivos ... quem não os tem?

  Quem é homem e teve um relacionamento longo sabe do que estou dizendo imagino que as mulheres também.
  Tem dias que um demônio parece possuir o corpo da mulher, você olha e não encontra aquela pessoa meiga e delicada pela qual você se interessou.
  Só sei que ela falava, falava, falava e aquilo estava me deixando louco.
  Não lembro bem, mas para desestressar fui fazer um pouco de musculação com pesos que eu tinha em casa, isso deve ter a irritado ainda mais, eu não estava lhe dando a devida atenção.
  A gota d’agua foi ela pôr o dedo na minha cara, em um momento de descontrole eu dei um empurrão e ela foi parar na parede.
  Visivelmente assustada ela percebeu que era melhor recuar.
  Ainda bem.
  Se ela viesse para cima de mim, provavelmente eu sairia correndo como fazia meu tio.
  Eu sairia correndo não só daquela situação, mas também do relacionamento.
  Sempre tive pavor de casar com uma mulher histérica como em parte era minha mãe.
    Meu pai não era tão violento quanto outros homens que já observei, tem homem que é torturador, sádico.
  O incrível é que tem mulher que gosta desse tipo de homem, mas não vou falar nesse texto dessa “estranha loucura”.
  Claro que absolutamente nada justificava meu pai bater na minha mãe, mas se minha mãe fosse menos irritadiça ansiosa (não apagasse fogo com gasolina) talvez nem apanhasse.
  Eu não sou igual meu pai, eu não queria ser igual meu pai, eu não queria ao meu lado uma mulher que despertasse o monstro em mim.

To be continued...




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