segunda-feira, 11 de julho de 2016

História NÃO Contada na Escola

  “A mais grave consequência da colonização europeia na África foi o fato de que as fronteiras estabelecidas pelos poderes imperiais não levaram em consideração as divergências tribais, resultando até hoje em guerras tribais e campanhas de genocídio.” [EducaBras]


  Em geral é isso que as crianças aprendem na escola, foi o que eu aprendi.

  É sugerido que todos os povos que vivem em conflito ou com baixa qualidade de vida é fruto da ganância e incompetência dos europeus.

  Mais tarde foi acrescentado o “Imperialismo Americano”, mas para não complicar o texto, vamos deixar isso em suspenso.
  Apenas é bom lembrar que Europeus também colonizaram Estados Unidos, Canada e Austrália nações com boa qualidade de vida.
  Para brasileiros e outros povos latinos os grandes vilões foram espanhóis e portugueses.

  Lembrei de um debate:
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  “Fomos roubados por portugueses, espanhóis, franceses, holandeses...”
 [Comentarista no G+]
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  E nós brasileiros não “roubamos” ninguém!?
  Como explicar nosso território tão grande!?

  “Desde meados do século 19, migrantes brasileiros, vindos principalmente dos estados do Nordeste, ocuparam o Acre, oficialmente sob controle boliviano, trabalhando na extração da borracha.
  No final daquele século, a Bolívia tentou implantar um sistema que lhe permitisse a manutenção daquele território, mas eram muitas as suas dificuldades, pois o Estado boliviano não tinha presença efetiva na região.” [Mundo Estranho]

  Essa justificativa que tudo é culpa de uma colonização portuguesa é uma das maiores bobagens que aprendemos na escola e saímos repetindo feito papagaios.
  Em 1822 já éramos independentes e fazíamos o que nos desse na telha.
  Dom Pedro II era tão brasileiro quanto qualquer um de nós e todos os governos da republica que o sucederam foram de brasileiros.
  A nação que temos é a nação que nosso povo construiu.
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Adquira Conhecimento:

  “A civilização persa foi uma das mais expressivas civilizações da Antiguidade.
  Conquistou o reino da Lídia, a Fenícia, a Síria, a Palestina, as regiões gregas da Ásia Menor e a Babilônia. (550 anos antes do nascimento de Cristo)
  Os povos dominados pelos persas podiam conservar seus costumes, suas leis, sua religião e sua língua, mas eram obrigados a pagar tributos e a servir o exército persa.
  Dario procurou organizar o império dividindo-o em províncias e nomeando pessoas de sua confiança para governá-las.” [Só História]

 Você viu a data?
 O domínio persa aconteceu há mais de 2500 anos.
 Para você se localizar os persas são os atuais iranianos.
 O mundo não começou há 516 anos atrás com o descobrimento do Brasil.

 “Novas interpretações sobre Zumbi e os quilombos constatam que em Palmares havia uma hierarquia entre os integrantes que dividia os negros em servos e reis, sistema que já era adotado na África pelo mesmo povo.
  Zumbi era um chefe e tinha seus escravos.
  É uma mistificação dizer que havia igualdade em Palmares.
  Zumbi e os grandes generais do quilombo lutavam contra a escravidão de si próprios, mas também possuíam escravos.
  No século XVII, época em que os ideais de liberdade e igualdade ainda não haviam sido consolidados na Europa, não seria possível que, entre os negros, tais conceitos fossem a força e ideal da formação dos quilombos e das atividades de Zumbi.
  Após os árabes conquistarem o norte africano, os próprios negros vendiam negros nas caravanas que cortavam o Saara.
  O jornalista Leandro Narloch cita o caso de um escravo brasileiro que, após conseguir sua libertação pela Lei Áurea, virou traficante de escravos da África para o Brasil e esta era a forma como se sustentava.
  Narloch mostra diversas facetas dos quilombos, mostra a falsificação histórica da vida de Zumbi, que o fez se tornar num mito nacional da cultura negra, entre outras supostas verdades históricas.
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  Conflitos entre povos sempre existiram.

  Para muitos pensadores é como se o mundo tivesse começado com o apogeu de Portugal, Espanha, França e Inglaterra.
  Essas nações constituíram muitas colônias mundo a fora.

  A crítica primeira é que as colônias tiveram suas riquezas exploradas.

  Mas transportando sua mente para aquela época como poderia ser diferente?
  Historicamente o povo conquistado paga algum tributo ao povo que o conquistou.
  Em nome do que a atitude dos europeus dessa época tinha que ser diferente?

  A segunda crítica frequente é que os conflitos na África e Oriente Médio são fruto da divisão de fronteiras feita pelos europeus quando eles dominavam essas regiões.

  Querem nos fazer acreditar que africanos e árabes viviam na mais perfeita paz e harmonia até que a chegada de europeus acabasse com esse paraíso.
  Depois quando os europeus se afastaram ainda deixaram como herança fronteiras que até hoje provocam instabilidade na região.

  Primeiro esse tal paraíso nunca existiu.
  A história da África é igual da China Japão e outros povos, CONFLITOS A PERDER DE VISTA.

  E o que falar dos árabes.
  Lembremos que o Império Persa foi muito poderoso é ingenuidade acreditar que os persas conquistavam os povos de maneira muito mais civilizada que os europeus.
  E o Império Otomano que dominou boa parte de Europa por séculos?

  “O Império Otomano foi um Estado turco que existiu entre 1299 e 1922 e que no seu auge compreendia a Anatólia, o Médio Oriente, parte do norte de África e do sudeste europeu.
  Foi estabelecido por uma tribo de turcos oguzes no oeste da Anatólia e era governado pela dinastia Otomana.”

  Uma coisa importante para entender é que a História ocorre independente de ser registrada ou não.
  Se um carro me atropela o fato disso não ser filmado em nenhuma câmera ou publicado em nenhum jornal não anula a ocorrência.
  Eu fui atropelado mesmo que isso não fique para os anais da história.
  Digo isso porque tribos indígenas não registravam com eficiência a própria história.
  Eles transformavam o ocorrido em uma narrativa que ia passando de geração em geração, e como sabem, quem conta um conto aumenta ou exclui um ponto.
  É certo que se toda história da humanidade tivesse sido registrada pelo menos em escrita encontraríamos conflitos entre tribos indígenas tão intensos quanto qualquer outra cultura.

  Logo, não entendo muito bem o que cobram tanto dos europeus.
  Eles não respeitavam nossos direitos humanos de hoje lá em 1400!
  Eles saqueavam terras por onde passavam?
  Mas isso não era uma pratica comum na humanidade?

  É tão entediante que nem acredito que tenho que escrever esse tipo de texto.

  É como se quiséssemos julgar as ações feitas por espanhóis e portugueses em 1400 com nossos conceitos atuais.

  Já pensou.
  De repente você tem sua árvore genealógica muito bem pesquisada e descobre que em 1700 um familiar seu tinha escravos.
  E daí!?
  Era algo de acordo com a época.
  Porque você tem que responder por isso ou se envergonhar?
  Porque tem que se sentir culpado e aceitar uma dívida a pagar a algum povo?

  Mas vamos seguir adiante para outro tédio...
  Portugal dividiu o Brasil em 13 capitanias hereditárias, não importa aqui seus motivos.
  O que importa é que aquelas divisões deixaram de existir.
  Organizamos outras fronteiras entre os estados.
  Tivemos no Brasil levantes de regiões que queriam se separar, até hoje temos alguns movimentos nesse sentido.
  A própria Europa tem regiões como a da Catalunha que querem se separar.
  O Reino Unido é a junção de vários povos [Escócia, Inglaterra, Irlanda do Norte e País de Gales] que vira e mexe falam em separação.
  A Alemanha por muito tempo ficou dividida em duas.

  A pergunta que não quer calar é:

  O que impede africanos e árabes estabelecerem novas fronteiras?

  Se eles não concordam com a divisão feita pelos europeus porque não voltam a suas raízes pré colonização?
  É porque antes da colonização europeia aquilo já era uma zona.
  Se depois da colonização árabes e africanos continuam em conflitos tribais intermináveis isso só pode ser atribuído a cultura desses próprios povos.

  Aqui na América Latina fomos submetidos as mesmas divisões de fronteiras e não temos ocorrência de graves conflitos.
  Eu sou crítico da nossa cultura latina, mas prefiro ter nascido aqui que na África ou Oriente Médio.

  Esse tema não é tão complexo, mas precisa de um bom conhecimento de história, por isso para aproveitar esse texto é necessário clicar nos links.
 
  Como última provocação...

  Demonizam a colonização europeia, mas não há sinais que o padrão de colonização tenha sido tão diferente na África, América e Oriente Médio.
  O que observei é que aqui na América a “cultura” era mais rudimentar e fragmentada.
  Temos o exemplo de povos mais organizados como Incas e Astecas, mas suas culturas foram mais facilmente anexadas/moldadas a cultura europeia.

  No caso da África [onde provavelmente originou a espécie humana] a cultura já era milenar, mesmo com incontáveis tribos e povos, o “africanismo” tem suas características muito bem enraizadas.
  Os europeus não conseguiram moldar a cultura que já estava muito bem solidificada.

  Os povos do Oriente Médio remontam a história mais antiga da humanidade, quem não sabe do domínio egípcio e suas histórias de sultões e faraós.
  Os árabes e persas tinham uma herança cultural muito mais poderosa que Incas e Astecas.
  A cultura europeia também não os mudou em essência.

  Os povos asiáticos como Japão e China são quase uma outra história da civilização, são culturas fortíssimas que em contato com a cultura europeia pouco mudaram.
  Todos que tentaram subjugar a China foram subjugados culturalmente por ela.

  Quero dizer que o que vemos nos povos é muito fruto de suas Culturas Ancestrais.
  Culturas estão em constante mudanças, mas geralmente são lentas.

  Mais uma vez eu digo que “no momento” a melhor Cultura é a Anglo Saxã, pela minha vontade todos caminharíamos para ela.
  Em segundo lugar (bem colado) eu aprecio a cultura japonesa.
  Se países como Holanda e Japão fossem nossa maior fonte de inspiração cultural a humanidade evoluiria muito.

  NÃO! Não estou falando para aniquilarmos outras culturas.
  Estou falando para preservarmos apenas o que for bom/eficiente de cada cultura.
  E visivelmente as culturas “holandesa e japonesa” são as que tem mais pontos bons.
  [Entenda aqui cultura holandesa como uma referência anglo saxã e cultura japonesa como uma referência asiática.]

  Esse texto não ficaria completo se eu não falasse um pouco mais do “antiamericanismo”, vou terminar por ele...

  Pregam que os Estados Unidos são o grande satã que explora e desagrega nações em proveito próprio.
  Nós temos uma experiência “histórica cientifica”.
  No norte os Estados Unidos tem a nação Canadá de forte cultura Anglo Saxã.
  No sul tem a nação México com forte cultura latina.
  O Canadá é o 9º país em qualidade de vida.
  O México está na posição 74º.

  O problema do México é os Estados Unidos ou a Cultura Latina?


  “Decifra-me ou te Devoro!”


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